TV Justiça recebe Wachowicz para discutir autoria na era digital
O professor Marcos Wachowicz explica os desafios dos direitos autorais na era da inteligência artificial em entrevista à TV Justiça.
O avanço avançado da inteligência artificial, da computação gráfica e da realidade virtual está redefinindo profundamente a criação artística, a economia da atenção e o próprio conceito de obra intelectual.
IA, cultura digital e domínio público o prof. Wachowicz explica as novas fronteiras do Direito Autoral no “Como Funciona Aí?”
Foi nesse cenário de transformações que o Prof. Marcos Wachowicz , referência nacional em Direito Autoral, Propriedade Intelectual e Sociedade Informacional, participou do programa “Como Funciona Aí?” , da TV Justiça , contribuindo com uma análise lúcida e atualizada sobre como diferentes países tratam os direitos autorais diante das novas tecnologias.
No episódio, que explora “como funcionam as leis lá fora”, Wachowicz analisa consequências que já surgiram da ficção científica e fazem parte do cotidiano: bandas sem cantores reais , séries estreladas por atores virtuais criados por IA e obras inteiras produzidas por modelos generativos.
Direito Autoral em transformação o prof. Wachowicz esclarece, na TV Justiça, os efeitos da IA e da realidade virtual na cultura
Esses novos formatos artísticos levantam questões centrais: quem é o autor em ambientes de criação híbrida? Quem responde quando a IA utiliza obras pré-existentes como referência? De que modo o Direito pode proteger, sem sufocar a inovação?
A reportagem cruzou fronteiras para mostrar exemplos práticos.
Da Alemanha , uma designer especializada em tecnologias do futuro e impressão 3D ocasional como integra IA nos processos criativos e alguns dilemas éticos emergentes — principalmente o uso de imagens descobertas na internet como base para novas criações.
O professor Wachowicz destacou que esse tipo de processamento exige mecanismos de transparência, compensação justa e responsabilidade na utilização de acervos digitais.
Do Mickey Mouse aos robôs artistas: Wachowicz discute os dilemas jurídicos da criatividade digital
Outro ponto relevante abordado no programa foi o caso da primeira versão do Mickey Mouse , criada em 1928, que recentemente entrou em domínio público nos Estados Unidos .
O professor Wachowicz explicou que essa mudança representa para o mercado global: expansão de obras derivadas, novas oportunidades comerciais e novos desafios regulatórios, principalmente no comércio eletrônico.
Mas também alertou que a entrada no domínio público não autoriza usos incluídos — especialmente quando versões mais recentes do personagem permanecem protegidos.
O episódio ainda analisou as diferenças entre os sistemas brasileiro e norte-americano no tratamento dos direitos de autores de livros.
O professor Marcos Wachowicz destacou que, enquanto os Estados Unidos adotam uma lógica de mercado tutelada pelo Direito de Copyright, o Brasil possui proteções mais amplas à figura do autor, embora ambos os modelos enfrentem questões que sejam semelhantes com a IA generativa e ainda o surgimento de novos intermediários digitais.
Com linguagem acessível, o “Como Funciona Aí?” Mostramos que compreender os direitos autorais é cada vez mais essencial em um ambiente digital marcado pela velocidade, pela replicabilidade infinita e pela fusão entre seres humanos e algoritmos.
Marcos Wachowicz contribuiu para pontos jurídicos complexos e reforçou o papel do Direito Autoral como uma das bases para garantir a diversidade cultural, a inovação responsável e a proteção efetiva aos criadores em escala global.
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