{"id":8010,"date":"2024-11-13T21:25:38","date_gmt":"2024-11-14T00:25:38","guid":{"rendered":"https:\/\/data.ioda.org.br\/?p=8010"},"modified":"2024-11-25T10:29:46","modified_gmt":"2024-11-25T13:29:46","slug":"tjue-reforca-protecao-autoral-contra-framing","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/data.ioda.org.br\/publicacoes\/jurisprudencia-internacional\/tjue-reforca-protecao-autoral-contra-framing\/","title":{"rendered":"TJUE refor\u00e7a prote\u00e7\u00e3o autoral contra framing"},"content":{"rendered":"

O Ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia<\/a><\/strong> (TJUE), proferido em 9 de mar\u00e7o de 2021 pela Grande Sec\u00e7\u00e3o, abordou o conceito de “comunica\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico” sob o prisma da Diretiva 2001\/29\/CE<\/strong><\/a> em um pedido de decis\u00e3o prejudicial feito pelo Bundesgerichtshof (Supremo Tribunal Federal da Alemanha). O caso envolveu um lit\u00edgio entre VG Bild-Kunst, uma entidade de gest\u00e3o coletiva de direitos de autor, e a Stiftung Preu\u00dfischer Kulturbesitz<\/strong><\/a> (Funda\u00e7\u00e3o para o Patrim\u00f4nio Cultural Prussiano), que administrava um site com acesso a obras de arte.<\/p>\n

O ponto central era a legalidade do procedimento de transclus\u00e3o (framing), t\u00e9cnica pela qual uma obra, com autoriza\u00e7\u00e3o do titular dos direitos de autor em um site licenciado, pode ser exibida em um site terceiro sem a necessidade de download. O contrato de licenciamento estabelecido entre a VG Bild-Kunst e a funda\u00e7\u00e3o inclu\u00eda uma cl\u00e1usula exigindo que esta \u00faltima aplicasse medidas tecnol\u00f3gicas eficazes para impedir a transclus\u00e3o das obras por sites de terceiros.<\/p>\n

TJUE define limites da “comunica\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico” e refor\u00e7a prote\u00e7\u00e3o de obras em framing digital.<\/strong><\/h3>\n

O TJUE concluiu que a exibi\u00e7\u00e3o de uma obra por meio do framing pode configurar “comunica\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico”, mesmo quando a obra j\u00e1 est\u00e1 acess\u00edvel ao p\u00fablico com a permiss\u00e3o do titular. A decis\u00e3o apoiou a exig\u00eancia de medidas tecnol\u00f3gicas eficazes como leg\u00edtima, argumentando que o titular dos direitos de autor possui o direito de controle sobre a forma e os contextos de exibi\u00e7\u00e3o de sua obra, considerando que a transclus\u00e3o poderia subverter tal controle.<\/p>\n

O Tribunal tamb\u00e9m ressaltou que, ao interpretar o conceito de \u201ccomunica\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico\u201d, os direitos de propriedade intelectual devem ser equilibrados com outros direitos fundamentais, como a liberdade de express\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o (artigo 11.\u00ba) e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos de autor (artigo 17.\u00ba, n.\u00ba 2) da Carta dos Direitos Fundamentais da Uni\u00e3o Europeia. A decis\u00e3o reiterou que a liberdade de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o justifica a viola\u00e7\u00e3o de direitos autorais, uma vez que a Diretiva 2001\/29\/CE visa proteger os interesses dos titulares sem comprometer o acesso do p\u00fablico a obras culturais de forma legal e autorizada.<\/p>\n

O ac\u00f3rd\u00e3o do TJUE estabelece um precedente importante na prote\u00e7\u00e3o dos direitos de autor no ambiente digital, especialmente em casos que envolvem o uso n\u00e3o autorizado de t\u00e9cnicas de framing, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia do consentimento do titular dos direitos e do uso de medidas tecnol\u00f3gicas eficazes para proteger obras contra usos n\u00e3o autorizados na internet.<\/p>\n

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