{"id":7912,"date":"2024-10-28T12:29:43","date_gmt":"2024-10-28T15:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/data.ioda.org.br\/?p=7912"},"modified":"2024-10-28T12:52:40","modified_gmt":"2024-10-28T15:52:40","slug":"volkswagen-perde-recurso-no-caso-do-fusca-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/data.ioda.org.br\/publicacoes\/jurisprudencia-brasileira\/volkswagen-perde-recurso-no-caso-do-fusca-chines\/","title":{"rendered":"Volkswagen perde Recurso no caso do Fusca Chin\u00eas."},"content":{"rendered":"

TRF-2 Rejeita Embargos de Declara\u00e7\u00e3o em Disputa pela Propriedade de Marca entre Volkswagen e GWM<\/strong><\/p>\n

Propriedade Intelectual – Direito Marc\u00e1rio o caso do “fusca chin\u00eas”.<\/strong><\/p>\n

A 1\u00aa Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o<\/strong><\/a> indeferiu os embargos de declara\u00e7\u00e3o interpostos pela Volkswagen Aktiengesellschaft e Volkswagen do Brasil Ind\u00fastria de Ve\u00edculos Automotores Ltda<\/strong><\/a>., em lit\u00edgio contra a montadora chinesa Great Wall Motors (GWM)<\/strong> <\/a>envolvendo disputa pela propriedade de marca.<\/p>\n

O conflito teve origem em agosto de 2022, quando a Volkswagen ajuizou a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro pleiteando a anula\u00e7\u00e3o de dois registros de desenhos industriais depositados pela GWM no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A montadora alem\u00e3 alega que os registros feitos pela concorrente replicariam as formas do ic\u00f4nico Fusca, fabricado pela Volkswagen desde 1938.<\/p>\n

Em fevereiro de 2023, o ju\u00edzo de primeiro grau concedeu liminar suspendendo os registros conferidos \u00e0 GWM, que mant\u00e9m uma unidade fabril em Iracem\u00e1polis (SP). A Volkswagen alegou que a montadora chinesa pretende produzir no Brasil um modelo el\u00e9trico que a imprensa especializada tem denominado \u201cFusca chin\u00eas\u201d e \u201cFusca el\u00e9trico\u201d.<\/p>\n

Contra a liminar, a GWM interp\u00f4s agravo de instrumento junto ao TRF-2, que, em mar\u00e7o de 2023, acatou o pedido e suspendeu a medida liminar. Na ocasi\u00e3o, a 1\u00aa Turma Especializada, sob a relatoria da Desembargadora Federal Simone Schreiber, decidiu que a manuten\u00e7\u00e3o dos registros de desenho industrial n\u00e3o configura perigo de dano irrepar\u00e1vel ou risco ao resultado \u00fatil do processo, n\u00e3o justificando, portanto, a suspens\u00e3o dos registros em sede liminar.<\/p>\n

Necessidade de Demonstra\u00e7\u00e3o de Risco Concreto<\/strong><\/p>\n

A Desembargadora relatora ponderou que, para justificar a anula\u00e7\u00e3o dos registros no INPI, n\u00e3o basta alegar perigo abstrato, sendo imprescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o de um risco concreto no processo, o que n\u00e3o foi demonstrado nos autos.<\/p>\n

“Considerando que o objeto da a\u00e7\u00e3o envolve a titularidade de propriedade industrial registrada perante o INPI, e que as agravadas (Volkswagen Alemanha e Volkswagen do Brasil) n\u00e3o apresentaram comprova\u00e7\u00e3o documental de titularidade de registros de desenho industrial vigentes, capazes de demonstrar o direito exclusivo de uso e explora\u00e7\u00e3o das formas ornamentais em quest\u00e3o, n\u00e3o vislumbro risco de dano \u00e0s atividades comerciais das agravadas”, fundamentou a relatora.<\/p>\n

Al\u00e9m disso, a magistrada observou que a a\u00e7\u00e3o judicial foi proposta pela Volkswagen v\u00e1rios meses ap\u00f3s a concess\u00e3o dos registros pela GWM, o que, segundo ela, indica a aus\u00eancia de perigo iminente de dano, pois, caso existisse risco efetivo, as autoras n\u00e3o teriam aguardado cerca de nove meses para recorrer ao Judici\u00e1rio.<\/p>\n

Embargos de Declara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n

Inconformada com a decis\u00e3o no agravo de instrumento, a Volkswagen interp\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o, visando rediscutir a mat\u00e9ria. No entanto, a relatora considerou que tal recurso configurou uma tentativa de reexaminar o m\u00e9rito do agravo, o que n\u00e3o se coaduna com a finalidade processual dos embargos de declara\u00e7\u00e3o. A magistrada pontuou que os embargos se prestam apenas \u00e0 corre\u00e7\u00e3o de obscuridade, contradi\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o no julgado, n\u00e3o sendo adequados para corrigir eventuais erros de julgamento (error in judicando).<\/p>\n

Conforme consignado pela Desembargadora Schreiber: \u201cOs embargos de declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis exclusivamente nas hip\u00f3teses de obscuridade, contradi\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, n\u00e3o se prestando \u00e0 revis\u00e3o do m\u00e9rito do julgamento proferido\u201d.<\/p>\n

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