{"id":4610,"date":"2022-08-11T17:51:52","date_gmt":"2022-08-11T20:51:52","guid":{"rendered":"https:\/\/data.ioda.org.br\/?p=4610"},"modified":"2024-12-09T12:02:58","modified_gmt":"2024-12-09T15:02:58","slug":"direitos-patrimoniais-e-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/data.ioda.org.br\/publicacoes\/artigos\/direitos-patrimoniais-e-dados\/","title":{"rendered":"Direitos Patrimoniais e os Dados"},"content":{"rendered":"
A Internet das Coisas e a Intelig\u00eancia Artificial (IA) t\u00eam se tornado cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Junto com a Internet, essas atividades geram uma enorme quantidade de dados, tanto pessoais quanto n\u00e3o pessoais. Por sua vez, esses dados t\u00eam uma grande e crescente relev\u00e2ncia econ\u00f4mica. Em muitos casos, a Lei vigente n\u00e3o d\u00e1 conta de poss\u00edveis conflitos advindos dessas tecnologias. Pensando em \u00e1reas bastante afetadas, podemos citar as \u00e1reas da Propriedade Intelectual e dos Direitos Patrimoniais relacionados aos dados.<\/span><\/p>\n No artigo \u201cNas Fronteiras da PI: os Direitos Patrimoniais sobre Dados, uma perspectiva europeia\u201d, Manuel David Masseno<\/strong><\/a> traz a quest\u00e3o dos dados no contexto europeu. Tamb\u00e9m cita novas abordagens da Propriedade Intelectual e a quest\u00e3o agr\u00edcola na prote\u00e7\u00e3o dos dados.<\/span><\/p>\n Esse artigo foi publicado na <\/span>Revista Rede de Direito Digital, Intelectual & Sociedade (RRDDIS)<\/span><\/a>, uma publica\u00e7\u00e3o semestral do IODA.\u00a0<\/span><\/p>\n <\/p>\n Como comentamos, quando armazenados e tratados em massa (Big Data), os dados pessoais ou n\u00e3o pessoais t\u00eam se tornado uma grande fonte de valor econ\u00f4mico. Certa vez, em 2012, o F\u00f3rum Econ\u00f3mico Mundial (WEF – Davos) chegou a considerar os dados como o \u201cnovo petr\u00f3leo\u201d. No entanto, o pr\u00f3prio WEF se corrigiu em 2019, pois essa afirma\u00e7\u00e3o reduzia muito o potencial dos dados aos limites de um recurso finito.<\/span><\/p>\n De acordo com Masseno, por ser um recurso t\u00e3o importante, deve-se ter uma legisla\u00e7\u00e3o que o regule corretamente. Nesse sentido, na Uni\u00e3o Europeia (UE) existem duas leis importantes:\u00a0<\/span><\/p>\n Assim, o RGPD protege os dados pessoais e a livre circula\u00e7\u00e3o deles. Enquanto isso, o RLFD \u00e9 aplicado mais aos dados n\u00e3o pessoais, como os eletr\u00f4nicos, produzidos por IA, ou segredos industriais. Al\u00e9m do RLFD, no caso dos dados n\u00e3o pessoais, o Direito europeu conta tamb\u00e9m com a Diretiva das bases de dados.<\/span><\/p>\n Masseno explica que essa Diretiva protege os fabricantes de bases de dados, para que os investimentos e resultados n\u00e3o sejam apropriados e utilizados por concorrentes. Da mesma forma, o <\/span>know-how<\/span><\/i> (ou saber-fazer), al\u00e9m dos segredos comerciais tamb\u00e9m s\u00e3o protegidos pela Diretiva. Assim, estas medidas servem para impedir a concorr\u00eancia desleal.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Al\u00e9m do RLFD, a Comiss\u00e3o Europeia sugeriu um direito espec\u00edfico para os produtores de dados. Assim, o foco principal estaria nos dados gerados automaticamente por empresas ou intelig\u00eancias artificiais.\u00a0<\/span><\/p>\n Mesmo que a RLFD estabele\u00e7a par\u00e2metros para proteger a portabilidade dos dados n\u00e3o pessoais, a obedi\u00eancia \u00e0s regras depende mais da auto-regula\u00e7\u00e3o e de c\u00f3digos de conduta.<\/span><\/p>\n Assim, segundo Masseno, a elabora\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Conduta sobre a partilha de dados agr\u00edcolas se deu por meio de acordos contratuais na Uni\u00e3o Europeia. Esse C\u00f3digo abrange os profissionais da \u00e1rea agr\u00edcola e confere prote\u00e7\u00e3o aos dados produzidos por eles. Consequentemente, os dados s\u00e3o de propriedade do respectivo empres\u00e1rio que os produziu.<\/span><\/p>\n Da mesma forma, os contratos firmados devem manter sigilo sobre toda informa\u00e7\u00e3o que possa ser explorada. Portanto, o acesso a esses dados s\u00f3 pode ocorrer mediante um contrato expl\u00edcito celebrado com os produtores.<\/span><\/p>\n <\/p>\n No entanto, o contexto da agricultura n\u00e3o produz apenas dados. Masseno afirma que muitas inven\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas nesse contexto, e a Propriedade Intelectual (PI) entra em cena. Inclusive, a PI pode servir como refer\u00eancia para as demais regula\u00e7\u00f5es do ramo.<\/span><\/p>\n Quanto aos Direitos Patrimoniais dos produtores de dados temos o Tratado da FAO sobre os Recursos Fitogen\u00e9ticos, que protege os direitos\u00a0 dos\u00a0 agricultores. Assim, neste Tratado, o direito de\u00a0 participar na\u00a0 partilha dos resultados dos recursos fitogen\u00e9ticos.<\/span><\/p>\n Al\u00e9m disso, segundo Masseno, a Diretiva\u00a0 europeia sobre as inven\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas aumenta a prote\u00e7\u00e3o do agricultor, de forma que se possa explorar o produto da colheita, assim como se utilizar dos animais na atividade agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Confira nossas <\/span>outras publica\u00e7\u00f5es do IODA<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n Acesse o <\/span>canal do YouTube do IODA<\/span><\/a> e assista aos nossos v\u00eddeos.<\/span><\/p>\nDados n\u00e3o pessoais e o Direito<\/span><\/h2>\n
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Direito dos produtores de dados<\/span><\/h2>\n
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Direitos Patrimoniais e os Dados<\/span><\/h2>\n
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Quer saber mais?<\/span><\/h2>\n