{"id":3997,"date":"2022-06-24T13:53:06","date_gmt":"2022-06-24T16:53:06","guid":{"rendered":"https:\/\/data.ioda.org.br\/?p=3997"},"modified":"2024-12-09T10:50:31","modified_gmt":"2024-12-09T13:50:31","slug":"fanfics-violam-direitos-autorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/data.ioda.org.br\/publicacoes\/artigos\/fanfics-violam-direitos-autorais\/","title":{"rendered":"As Fanfics violam os Direitos Autorais?"},"content":{"rendered":"
Ser\u00e1 que as fanfics violam os Direitos Autorais? Se voc\u00ea j\u00e1 passou pela experi\u00eancia de ler um livro muito emocionante ou assistir a um filme espetacular, provavelmente, j\u00e1 se sentiu frustrado por n\u00e3o ter uma continua\u00e7\u00e3o para eles. \u00c0s vezes, pode at\u00e9 ter uma continua\u00e7\u00e3o, mas ela n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o boa, e voc\u00ea sente que poderia ser melhor.<\/span><\/p>\n Provavelmente, os leitores e cin\u00e9filos de plant\u00e3o se identificaram com a situa\u00e7\u00e3o. <\/span>O que muitas dessas pessoas acabam fazendo \u00e9 escrever elas mesmas a continua\u00e7\u00e3o que desejaram ver. <\/span>Muitos, inclusive, compartilham esses textos em comunidades online, para que outros f\u00e3s possam ler. Mas \u00e9 a\u00ed que surge a d\u00favida: ser\u00e1 que estou violando os Direitos Autorais do autor original?<\/span><\/p>\n No artigo \u201cFanfictions enquanto obras derivadas no Direito portugu\u00eas\u201d, Laura Filgueiras Tavares, Mestranda em Direitos Intelectuais na Universidade de Lisboa, fala mais sobre este tema.<\/span><\/p>\n Este artigo foi publicado nos Anais do XV CODAIP, um evento promovido todos os anos pelo GEDAI. Em 2021, o CODAIP contou com quase 3.000 participantes e mais de 150 palestras.<\/span><\/p>\n Os melhores artigos escritos pelos pesquisadores participantes do Congresso foram compilados e publicados nos<\/span> Anais do XV CODAIP<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n Popularmente conhecidas como fanfics, as fanfictions s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es feitas por f\u00e3s e destinadas a outros f\u00e3s, com base em uma obra anterior. Por causa disso, as fanfics se tornaram um fen\u00f4meno mundial<\/a> e fazem parte da cultura de compartilhamento da internet.<\/span><\/p>\n Assim, por meio das fanfics, os f\u00e3s sa\u00edram da posi\u00e7\u00e3o de consumidores passivos e passaram a ser autores de hist\u00f3rias pr\u00f3prias. No entanto, a quest\u00e3o das fanfictions cria uma certa tens\u00e3o no campo do Direito do Autor<\/a>. <\/span><\/p>\n Justamente por terem como base uma obra criada por outra pessoa, de acordo com as leis que protegem o Direito Autoral, seria necess\u00e1rio que o autor original autorizasse a utiliza\u00e7\u00e3o da sua cria\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que, na maioria das vezes, n\u00e3o \u00e9 isso o que acontece.<\/span><\/p>\n Mesmo que a finalidade das fanfics seja o compartilhamento, a utiliza\u00e7\u00e3o delas com fins comerciais \u00e9 o que mais assusta os titulares dos Direitos de Propriedade Intelectual<\/a>. Um dos principais motivos para isso \u00e9 que as grandes editoras e produtoras de cinema est\u00e3o sempre de olho nas fanfictions, esperando o pr\u00f3ximo sucesso.<\/span><\/p>\n Nesse sentido, apesar da grande import\u00e2ncia que as fanfics t\u00eam ao redor do mundo, n\u00e3o h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o que regule de forma consistente essa situa\u00e7\u00e3o. <\/span>No entanto, podemos tentar enquadrar as fanfictions em classifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes.<\/span><\/p>\n No canal do YouTube do IODA voc\u00ea encontra um v\u00eddeo que fala mais sobre a quest\u00e3o <\/span>das fanfictions e a viola\u00e7\u00e3o dos Direitos Autorais<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n Um dos direitos assegurados ao autor da obra \u00e9 a possibilidade de transformar a sua cria\u00e7\u00e3o. Sendo assim, este direito est\u00e1 ligado aos direitos patrimoniais do autor. Quando pensamos nas fanfictions, pode ser dif\u00edcil <\/span>classificar o novo texto como uma obra derivada<\/a>, j\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1rio medir a for\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o entre a fanfic e a obra original.<\/span><\/p>\n No Direito portugu\u00eas, dentro do C\u00f3digo de Direito de Autor e Direitos Conexos, existe o conceito de\u00a0<\/span>obra derivada. Ent\u00e3o, quando se traduz uma obra, quando a transforma em pe\u00e7a de teatro ou a transp\u00f5e para o cinema, essa transforma\u00e7\u00e3o da obra original<\/a> \u00e9 considerada uma obra derivada.<\/p>\n No entanto, j\u00e1 que o C\u00f3digo n\u00e3o especifica exatamente o que \u00e9 o \u201cato transformador\u201d da obra original, a interpreta\u00e7\u00e3o da lei pode n\u00e3o ficar t\u00e3o clara. <\/span>Assim, como se trata de uma forma de a\u00e7\u00e3o intelectual criativa, a transforma\u00e7\u00e3o de uma obra traz consigo dois direitos. <\/span><\/p>\n O primeiro deles \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o dos direitos do autor da obra origin\u00e1ria, enquanto que o segundo \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o do autor da outra obra. Evidentemente, o autor da adapta\u00e7\u00e3o ter\u00e1 direitos limitados, j\u00e1 que depender\u00e1 da autoriza\u00e7\u00e3o do autor original para fazer valer os seus direitos.<\/span><\/p>\n Geralmente, as obras produzidas por f\u00e3s s\u00e3o uma forma de homenagem \u00e0 obra original. No entanto, essa rela\u00e7\u00e3o depende da maneira com que a obra inicial \u00e9 referenciada.\u00a0<\/span>Dessa forma, n\u00e3o seria correto juntar todos os tipos de fanfictions em apenas uma forma de express\u00e3o.<\/span><\/p>\n Assim, surge uma complexa quest\u00e3o: qual o <\/span>grau de originalidade ou originalidade relativa <\/span><\/a>de uma uma fanfic? Ainda dentro da legisla\u00e7\u00e3o portuguesa, existem duas classifica\u00e7\u00f5es que podem ser tomadas:<\/span><\/p>\n No entanto, essas duas classifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o suficientes, j\u00e1 que qualquer obra, seja ela derivada ou original, deve possuir um certo grau de novidade, assim como os tra\u00e7os da personalidade do criador. Sendo assim, a transforma\u00e7\u00e3o da obra pode acontecer de forma tanto externa quanto interna.<\/span><\/p>\n A transforma\u00e7\u00e3o externa acontece quando muda o suporte da obra, por exemplo, da literatura para o cinema. A forma de consumo da obra pode ter mudado, mas sua hist\u00f3ria, personagens e demais caracter\u00edsticas s\u00e3o parecidas com as da obra original.<\/span><\/p>\n J\u00e1 a transforma\u00e7\u00e3o interna acontece quando algumas caracter\u00edsticas da obra inicial mudam, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel reconhec\u00ea-la na nova obra. Um bom exemplo s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias para o p\u00fablico infantil, onde personagens podem ser cortados e situa\u00e7\u00f5es modificadas, mas a hist\u00f3ria de base permanece a mesma.<\/span><\/p>\n Nesse sentido, as fanfics s\u00e3o transforma\u00e7\u00f5es tanto externas quanto internas da obra original. Por isso, a fanfic se configura como uma obra derivada. Uma obra \u00e9 derivada quando tem um relacionamento pr\u00f3ximo com a obra que foi transformada. Dessa forma, a obra original deve ser facilmente reconhecida dentro da nova obra.<\/span><\/p>\n Assim, uma obra transformadora acrescenta um novo olhar sobre a obra original. O processo de transforma\u00e7\u00e3o da obra deixa as obras original e derivada em p\u00e9 de igualdade, j\u00e1 que a nova cria\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m original. Portanto, como medir a conex\u00e3o entre a fanfic e a obra inicial?<\/span><\/p>\n Quando pensamos em uma fanfiction com poucas altera\u00e7\u00f5es, \u00e9 mais f\u00e1cil identificar a obra inicial. No entanto, quando h\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma nova hist\u00f3ria a partir de uma cena da obra original, por exemplo, \u00e9 muito mais dif\u00edcil enquadrar a obra como derivada.<\/span><\/p>\n Na maioria das produ\u00e7\u00f5es feitas por f\u00e3s, a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o com a obra original s\u00e3o os personagens. No entanto, \u00e9 importante ter em mente que a intertextualidade \u00e9 comum nas v\u00e1rias atividades criativas. Da mesma forma, a inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 livre e pode acontecer por meio de elementos que n\u00e3o recebem prote\u00e7\u00e3o dos Direitos Autorais, como o tema.<\/span><\/p>\n Como comentamos, dentro dos direitos patrimoniais<\/a> est\u00e1 previsto o direito de transforma\u00e7\u00e3o, assim como os direitos de comunica\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico e de distribui\u00e7\u00e3o da obra. Enquanto o direito de transforma\u00e7\u00e3o permite ao titular traduzir e adaptar a sua obra, o direito de comunica\u00e7\u00e3o concede a possibilidade de transmitir a obra.<\/span><\/p>\n O direito de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto tamb\u00e9m no tratado da OMPI, onde inclui o r\u00e1dio, a TV e a internet como meios v\u00e1lidos de transmiss\u00e3o. J\u00e1 o direito de distribui\u00e7\u00e3o permite que o titular disponibilize c\u00f3pias da sua obra.<\/span><\/p>\n Quando pensamos em fanfictions enquanto obras derivadas, os f\u00e3s escritores s\u00e3o reconhecidamente autores de suas obras. Portanto, os fanwritters s\u00e3o titulares dos direitos citados anteriormente. No entanto, como <\/span>\u00a0a obra \u00e9 derivada, estes direitos s\u00e3o limitados e, assim, a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das cria\u00e7\u00f5es depender\u00e1 da autoriza\u00e7\u00e3o do autor original.<\/p>\n No entanto, essa depend\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o desqualifica a fanfic como obra. Dessa forma, o C\u00f3digo de Direito de Autor e Direitos Conexos fixou zonas livres de utiliza\u00e7\u00e3o, ou seja, em algumas situa\u00e7\u00f5es, o C\u00f3digo permite o uso de obras sem a autoriza\u00e7\u00e3o do autor.<\/span><\/p>\n Na legisla\u00e7\u00e3o portuguesa, h\u00e1 uma discuss\u00e3o que defende que obras derivadas deveriam ser distribu\u00eddas ao p\u00fablico, recebendo ou n\u00e3o a autoriza\u00e7\u00e3o do autor. Essa ideia vem da defesa da liberdade de express\u00e3o e do interesse p\u00fablico.<\/span><\/p>\n A produ\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s seria uma forma de proporcionar liberdade de cria\u00e7\u00e3o aos escritores e de democratizar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 cultura. O ponto principal dessa discuss\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o entre os direitos patrimoniais e os direitos fundamentais. Dessa forma, os direitos fundamentais seriam uma forma de limita\u00e7\u00e3o externa aos Direitos Autorais.<\/span><\/p>\n O grande problema \u00e9 que a transforma\u00e7\u00e3o criativa ainda \u00e9 mal vista. Ainda h\u00e1 a ideia de que qualquer uso da obra feito por terceiros pode prejudicar o autor. No entanto, o Direito Autoral n\u00e3o pode servir de barreira para futuros autores. Afinal, de uma forma ou de outra, todos os artistas se inspiram em trabalhos anteriores.<\/span><\/p>\n Pensando nisso, \u00e9 interessante notar iniciativas como o Creative Commons<\/a>, que t\u00eam crescido bastante ultimamente. Este sucesso se d\u00e1 porque as exce\u00e7\u00f5es legais aos Direitos n\u00e3o t\u00eam sido suficientes para estimular a cria\u00e7\u00e3o de novas obras e balancear os interesses do autor e da sociedade informacional<\/a> em que vivemos.<\/span><\/p>\n Quer saber mais sobre o assunto? Leia o nosso texto sobre a Regra dos Tr\u00eas Passos e as limita\u00e7\u00f5es ao Direito Autoral<\/strong>.<\/span><\/p>\n Na legisla\u00e7\u00e3o norte-americana, para saber se \u00e9 poss\u00edvel usar legalmente uma obra protegida atrav\u00e9s do uso livre<\/a>, devemos observar alguns crit\u00e9rios<\/span>:<\/p>\n Assim, o uso livre pode ser visto como uma forma de driblar a condena\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o dos Direitos Autorais. Dependendo do caso, os Tribunais decidem se aconteceu uma viola\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o. A partir disso, em caso de viola\u00e7\u00e3o, decidem se podem tratar o ocorrido como uma exce\u00e7\u00e3o de uso livre. Nesse sentido, podemos aplicar o uso livre em obras derivadas.<\/span><\/p>\n No entanto, quando pensamos no uso livre, percebemos que o sistema estadunidense \u00e9 muito voltado para a \u00e1rea econ\u00f4mica. O foco sempre recai sobre os interesses financeiros do titular. Nesse sentido, \u00e9 comum utilizar a Regra dos Tr\u00eas Passos para analisar os casos de uso livre.\u00a0<\/span><\/p>\n Voltando \u00e0s fanfics, geralmente, as produ\u00e7\u00f5es de f\u00e3s n\u00e3o t\u00eam o lucro como objetivo. Dessa forma, o compartilhamento dos textos na internet quase nunca prejudica o autor da obra original. Isto porque a maioria das fanfics n\u00e3o pode competir no mesmo espa\u00e7o que as obras originais, j\u00e1 que muitas vezes exploram temas n\u00e3o abordados pelos autores originais, como morte e erotiza\u00e7\u00e3o de personagens.<\/span><\/p>\n As fanfics transitam no ambiente digital, onde as par\u00f3dias<\/a> se revelaram um elemento muito importante para a comunica\u00e7\u00e3o, principalmente por meio dos \u201cmemes\u201d da internet<\/a>. Do ponto de vista do Direito Autoral, essa \u00e9 uma quest\u00e3o delicada, j\u00e1 que a quest\u00e3o do humor n\u00e3o \u00e9 bem contemplada pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n Nesse sentido, para\u00a0<\/span>se classificar as par\u00f3dias como tal, \u00e9 preciso que se reconhe\u00e7a as caracter\u00edsticas do g\u00eanero. Por exemplo, uma par\u00f3dia deve ser cr\u00edtica, ir\u00f4nica e ter um ar brincalh\u00e3o. <\/span>No entanto, as par\u00f3dias sempre fazem refer\u00eancia a uma obra anterior. Portanto, podemos considerar a par\u00f3dia como uma obra derivada.<\/span><\/p>\n Dessa forma, se uma fanfic for tamb\u00e9m uma par\u00f3dia, n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio receber autoriza\u00e7\u00e3o do autor quando se referir \u00e0 obra original. No entanto, \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil encaixar as fanfics na categoria das par\u00f3dias. Assim, \u00e9 melhor que se fa\u00e7a uma an\u00e1lise caso a caso, para se atingir um resultado melhor.<\/span><\/p>\n Saiba mais sobre essa quest\u00e3o no nosso v\u00eddeo no canal do YouTube do IODA, que discute as par\u00f3dias no contexto de campanhas eleitorais.<\/a><\/span><\/p>\n Embora as fanfictions sejam uma pr\u00e1tica comum para os f\u00e3s de plant\u00e3o desde antes da populariza\u00e7\u00e3o da internet, o meio digital contribuiu muito para o fen\u00f4meno dessas produ\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n Por ser muito complicado padronizar as fanfics em uma s\u00f3 lei, \u00e9 importante analisar cada caso separadamente. Al\u00e9m disso, \u00e9 essencial avaliar o grau de conex\u00e3o existente entre a fanfic e a obra original.<\/span><\/p>\n Considerando a fanfic como uma obra derivada, haver\u00e1 certos limites sobre os direitos patrimoniais<\/span>, j\u00e1 que\u00a0<\/span>\u00e9 necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o do autor original. No entanto, o fanwritter tem direitos sobre a sua obra, assim como o reconhecimento legal da sua autoria.<\/span><\/p>\n Nesse sentido, o Direito Autoral n\u00e3o pode atuar como um obst\u00e1culo para a liberdade de express\u00e3o ou o acesso \u00e0 cultura. As fanfics tornam democr\u00e1tico o acesso aos materiais protegidos e, inclusive, ajudam na difus\u00e3o da obra original.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Confira nossas <\/span>outras publica\u00e7\u00f5es do IODA<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n Acesse os <\/span>Anais do XV CODAIP<\/span><\/a> e leia os artigos na \u00edntegra.<\/span><\/p>\n Assista \u00e0s<\/span> palestras do XV CODAIP<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\nO que s\u00e3o as fanfics?<\/span><\/h2>\n
Fanfics e obras transformadoras<\/span><\/h2>\n
A quest\u00e3o da originalidade<\/span><\/h2>\n
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A conex\u00e3o com a obra original<\/span><\/h2>\n
Ser\u00e1 que os fanwritters t\u00eam direitos?<\/span><\/h2>\n
Direitos fundamentais<\/h2>\n
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O uso livre<\/strong><\/h2>\n
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A quest\u00e3o das par\u00f3dias<\/strong><\/h2>\n
As Fanfics violam os Direitos Autorais?<\/strong><\/h2>\n
Quer saber mais?<\/span><\/h2>\n