{"id":3046,"date":"2022-04-01T14:39:28","date_gmt":"2022-04-01T17:39:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ioda.org.br\/?p=3046"},"modified":"2024-12-08T10:29:06","modified_gmt":"2024-12-08T13:29:06","slug":"consorcios-internacionais-de-pesquisa-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ioda.org.br\/publicacoes\/artigos\/consorcios-internacionais-de-pesquisa-e-inovacao\/","title":{"rendered":"Cons\u00f3rcios internacionais de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><b>\u00c9 imposs\u00edvel conceber o mundo de hoje sem pensar nas tecnologias, na ci\u00eancia e nas inova\u00e7\u00f5es<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Estas atividades <\/span><b>s\u00e3o vitais para a nossa sociedade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e est\u00e3o cada vez mais vinculadas, de forma que <\/span><b>institui\u00e7\u00f5es do mundo inteiro constantemente se unem<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> para realizar grandes projetos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Essa uni\u00e3o muitas vezes se d\u00e1 por meio de cons\u00f3rcios internacionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Mas o que \u00e9 isso? <\/span><b>\u00c0 associa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias empresas unidas por meio de um contrato, com um objetivo em comum, d\u00e1-se o nome de cons\u00f3rcio de empresas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Por estarem unidas contratualmente, <\/span><b>essa associa\u00e7\u00e3o de empresas n\u00e3o funda uma terceira institui\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e os s\u00f3cios compartilham bens e recursos financeiros para que a execu\u00e7\u00e3o do projeto ou empreendimento em comum obtenha sucesso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, <\/span><b>voc\u00ea j\u00e1 parou pra pensar nas dificuldades de se desenvolver e manter um projeto que funcione em diferentes pa\u00edses?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Ser\u00e1 que os benef\u00edcios de um cons\u00f3rcio internacional superam os desafios?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vamos entender melhor esta situa\u00e7\u00e3o com base no artigo \u201c<\/span><b>Internacionalizaci\u00f3n de la Investigaci\u00f3n y Innovaci\u00f3n, Consorcios y Alianzas Estrat\u00e9gicas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, de <\/span><a href=\"https:\/\/www.uv.es\/uvweb\/universidad\/es\/ficha-personanull-1285950309813\/Persona.html?id=1285963085668&amp;idA=true\"><b>Guillermo Palao Moreno<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, catedr\u00e1tico em Direito Internacional da Universidade de Val\u00eancia, Espanha.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Cons\u00f3rcios internacionais<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><b>cria\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 muitas vezes na forma de <\/span><b>cons\u00f3rcio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">s \u2013 <\/span><b>entre universidades, centros de pesquisa, parques cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos e empresas privadas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (geralmente do setor produtivo), t\u00eam se tornado cada vez mais comuns e impulsionado o mercado mundial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por conta disso,<\/span><b> diversas iniciativas mundiais t\u00eam encorajado a cria\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios internacionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. As motiva\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s de tal impulso s\u00e3o variadas, mas provavelmente relacionadas aos <\/span><b>muitos benef\u00edcios proporcionados pelos cons\u00f3rcios<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Essa forma de associa\u00e7\u00e3o <\/span><b>tamb\u00e9m oferece diferentes oportunidades em situa\u00e7\u00f5es internacionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tanto para as empresas p\u00fablicas ou privadas, quanto para o resultado final do projeto articulado.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Benef\u00edcios dos Cons\u00f3rcios<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por meios dos cons\u00f3rcios internacionais, <\/span><b>come\u00e7ar um grande projeto tornou-se uma tarefa relativamente mais simples e flex\u00edvel<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Somado a isso, <\/span><b>a transfer\u00eancia de tecnologias entre as empresas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> do cons\u00f3rcio \u00e9 muito mais f\u00e1cil, assim como <\/span><b>o aproveitamento dos pontos fortes e especializa\u00e7\u00f5es<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> dos membros do grupo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Da mesma forma, <\/span><b>o compartilhamento de recursos e conhecimentos, assim como a experi\u00eancia internacional<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> vivenciada pelas equipes, <\/span><b>ampliam o acesso a novas oportunidades de financiamento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, sendo elas tanto propostas p\u00fablicas quanto privadas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, por ser uma iniciativa internacional, <\/span><b>torna-se muito mais f\u00e1cil para o cons\u00f3rcio competir no mercado mundial<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ao <\/span><b>aumentar a visibilidade da divulga\u00e7\u00e3o dos resultados inovadores ou das pesquisas realizadas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> pelos participantes, <\/span><b>os cons\u00f3rcios favorecem tamb\u00e9m a chegada de novo<\/b><b>s produtos, servi\u00e7os e conhecimentos aos pa\u00edses de origem<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> dos membros da associa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Os benef\u00edcios dos cons\u00f3rcios s\u00e3o muitos e ineg\u00e1veis<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, para al\u00e9m das vantagens, <\/span><b>muitos obst\u00e1culos se fazem presentes at\u00e9 que a realiza\u00e7\u00e3o do cons\u00f3rcio seja efetivada<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, principalmente por se tratarem de <\/span><b>contratos firmados em pa\u00edses diferente<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">s.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Desafios na cria\u00e7\u00e3o de Cons\u00f3rcios Internacionais<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos primeiros e mais importantes obst\u00e1culos aos cons\u00f3rcios internacionais <\/span><b>\u00e9 a incerteza quanto \u00e0s empresas que far\u00e3o parte do contrato<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \u00c9 importante que se fa\u00e7a um estudo das futuras empresas parceiras, <\/span><b>especialmente no quesito experi\u00eancia pr\u00e9via em contratos internacionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Essa sele\u00e7\u00e3o, baseada em <\/span><b>compet\u00eancia e confian\u00e7a<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, trar\u00e1 parceiros mais apropriados para o cons\u00f3rcio.<\/span><\/p>\n<p><b>Conflitos relacionados a diferen\u00e7as lingu\u00edsticas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tamb\u00e9m s\u00e3o comuns de acontecer em cons\u00f3rcios internacionais, mesmo que <\/span><b>em muitos casos se utilize o Ingl\u00eas como l\u00edngua de refer\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Somado a isso, h\u00e1 tamb\u00e9m <\/span><b>diferen\u00e7as culturais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> que podem ocasionar empasses quanto \u00e0 gest\u00e3o ou \u00e0s atividades empresariais. Dessa forma, <\/span><b>diversas precau\u00e7\u00f5es devem ser tomadas desde a fase de negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-contratual<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como tentativa de diminuir esses conflitos, <\/span><b>antes de firmarem o contrato<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, as <\/span><b>empresas consorciadas devem concordar em alguns pontos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> como a gest\u00e3o e a <\/span><b>tomada de decis\u00f5es dentro do cons\u00f3rcio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">; o<\/span><b> regime de responsabilidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 ou os direitos e deveres dos membros do cons\u00f3rcio \u2013; e a maneira com que os <\/span><b>resultados do projeto ser\u00e3o geridos e explorados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \u00c9 importante tamb\u00e9m que os membros do cons\u00f3rcio se atentem para as <\/span><b>incertezas provocadas pelas diferentes legisla\u00e7\u00f5es<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tanto as <\/span><b>leis internacionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> como as dos pr\u00f3prios pa\u00edses de origem das empresas consorciadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portanto, dada <\/span><b>as complexidades de se firmar um contrato de cons\u00f3rcio internacional<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, os cuidados e a aten\u00e7\u00e3o direcionada ao acordo devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o por seus participantes nas diferentes fases de <\/span><b>negocia\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o e monitoramento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Contratos de Cons\u00f3rcio<\/span><\/h2>\n<p><b>Guillermo Palao Moreno explica que o contrato de cons\u00f3rcio n\u00e3o \u00e9 visto com frequ\u00eancia no direito espanhol<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e que, por n\u00e3o ter um regulamento pr\u00f3prio, muitas vezes \u00e9 <\/span><b>complementado ao longo do processo, aumentando o grau de complexidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> desse tipo de associa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os contratos de cons\u00f3rcio s\u00e3o dos mais variados, podendo ser <\/span><b>simples \u2013 como contratos de licen\u00e7a ou franquias<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 ou <\/span><b>complexos \u2013 como os contratos associativos de empresas que transferem, compartilham ou geram conhecimentos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Nos casos internacionais, as op\u00e7\u00f5es de contrato mais frequentes s\u00e3o <\/span><b>a cria\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ou de <\/span><b>acordos joint venture<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como o cons\u00f3rcio, um <\/span><b>joint venture \u00e9 um acordo comercial<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> onde empresas que desejam expandir seus neg\u00f3cios, ou realizar atividades em conjunto com outras empresas, <\/span><b>se associam visando o aumento de lucro ou a redu\u00e7\u00e3o dos custos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> para a concretiza\u00e7\u00e3o do projeto. No entanto, <\/span><b>\u00e9 importante diferenciar os contratos que nasceram por meio de uma licita\u00e7\u00e3o ou de uma convoca\u00e7\u00e3o p\u00fablica internacional, dos contratos realizados por meio de incentivos privados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os cons\u00f3rcios financiados por <\/span><b>entidades privadas podem ter mais liberdade de a\u00e7\u00e3o do que os financiados por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Neste caso, <\/span><b>as entidades p\u00fablicas podem oferecer um modelo de contrato pr\u00f3prio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e impor que o cons\u00f3rcio siga suas leis, limitando a liberdade das empresas.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Negocia\u00e7\u00f5es<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Geralmente, antes de se formalizar um contrato de cons\u00f3rcio, <\/span><b>h\u00e1 uma fase pr\u00e9-contratual em que se verificam as regulamenta\u00e7\u00f5es de cada pa\u00eds<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, assim como deixa-se claro o objetivo da associa\u00e7\u00e3o. Isto ocorre por meio de <\/span><b>cartas de inten\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><b>memorandos de entendimento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><b>acordos de confidencialidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A defini\u00e7\u00e3o e formaliza\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas do contrato <\/span><b>dependem do tipo de financiamento, seja ele p\u00fablico ou privado, que o cons\u00f3rcio receber\u00e1<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. A <\/span><b>entidade financiadora do projeto pode escolher a estrutura do contrato<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e, no decorrer das atividades, pode firmar outros subcontratos com cada uma das empresas membros da associa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, nos contratos de cons\u00f3rcios geralmente <\/span><b>h\u00e1 cl\u00e1usulas sobre os objetivos, a manuten\u00e7\u00e3o do sigilo e a dura\u00e7\u00e3o do acordo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. H\u00e1 tamb\u00e9m um <\/span><b>detalhamento sobre a coordena\u00e7\u00e3o do projeto e a distribui\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de seus membros, al\u00e9m de um or\u00e7amento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> para a realiza\u00e7\u00e3o do objetivo do cons\u00f3rcio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caso o cons\u00f3rcio seja bem sucedido, <\/span><b>a fase seguinte de execu\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos frutos do acordo tamb\u00e9m \u00e9 regulada<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, assinando <\/span><b>contratos de licen\u00e7a<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ou, por exemplo, cedendo franquias. <\/span><b>Essa parte ser\u00e1 bem importante no cen\u00e1rio internacional<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, pois ir\u00e1 definir a <\/span><b>distribui\u00e7\u00e3o dos royalties<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e0s empresas membro e tamb\u00e9m <\/span><b>proteger\u00e1 o cons\u00f3rcio em casos de desrespeito aos direitos de propriedade intelectual<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Resolu\u00e7\u00f5es de conflitos<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cons\u00f3rcio se provou uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel e flex\u00edvel, contando com muitos benef\u00edcios. Contudo, <\/span><b>os riscos dessa opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser ignorados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Como visto, a <\/span><b>internacionalidade do contrato pode provocar conflitos advindos das mais diversas naturezas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Um exemplo \u00e9 a <\/span><b>incerteza quanto \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> a qual o cons\u00f3rcio est\u00e1 submetido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos contratos firmados <\/span><b>deve haver cl\u00e1usulas sobre a resolu\u00e7\u00e3o de eventuais conflitos e lit\u00edgios<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que s\u00e3o de grande import\u00e2ncia para que <\/span><b>a realiza\u00e7\u00e3o do cons\u00f3rcio ocorra de maneira juridicamente segura<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Para fazer esta regula\u00e7\u00e3o, as empresas consorciadas podem <\/span><b>escolher tribunais de determinado pa\u00eds<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> onde um dos membros reside, ou tamb\u00e9m escolher uma forma complementar de prote\u00e7\u00e3o, como <\/span><b>a media\u00e7\u00e3o ou a arbitragem<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> feitas por uma terceira entidade.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00c9 comum que os contratos firmados sejam baseados em modelos pr\u00e9-definidos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O modelo de contrato de cons\u00f3rcio elaborado pelo <\/span><b>Grupo de Trabalho de Projetos Colaborativos das Universidades RedOTRI<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, por exemplo, tem sugest\u00f5es de <\/span><b>formas de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> na cl\u00e1usula 24.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No modelo mencionado, <\/span><b>\u00e9 prefer\u00edvel que os membros em conflito se resolvam amigavelmente<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, <\/span><b>caso n\u00e3o seja poss\u00edvel<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> um acordo entre as partes, o contrato sugere que <\/span><b>as empresas conflitantes renunciem aos foros que as representam e se submetam a um terceiro foro imparcial<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os modelos de contrato <\/span><b>geralmente buscam solu\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis para os conflitos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, <\/span><b>esta n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda para impasses dentro dos cons\u00f3rcios<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O <\/span><b>Acordo de Cons\u00f3rcio Modelo DESCA 2020<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, por exemplo \u2013 na se\u00e7\u00e3o 11.8, chamada de Solu\u00e7\u00e3o de controv\u00e9rsias \u2013, sugere a <\/span><b>media\u00e7\u00e3o ou a arbitragem<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Essas a\u00e7\u00f5es podem ser realizadas nos <\/span><b>Tribunais de Media\u00e7\u00e3o e Arbitragem da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Propriedade Intelectual (WOMI)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ou na<\/span><b> C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Internacional (ICC)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, assim como em qualquer tribunal escolhido pelos membros do cons\u00f3rcio.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Regulamento \u201cRoma I\u201d<\/span><\/h2>\n<p><b>\u00c9 de grande import\u00e2ncia que as empresas mantenham sua autonomia dentro do cons\u00f3rcio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, especialmente quando se trata de um cons\u00f3rcio internacional. Segundo o modelo do <\/span><b>artigo 81\u00b0 do Tratado Operacional da Uni\u00e3o Europeia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, o <\/span><b>Regulamento (CE) n\u00ba 593\/2008<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 tamb\u00e9m conhecido como <\/span><b>Regulamento \u201cRoma I\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 possibilita \u00e0s empresas <\/span><b>incorporar as legisla\u00e7\u00f5es que julgarem convenientes de seus respectivos pa\u00edses<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> como cl\u00e1usulas do acordo de cons\u00f3rcio, assim como torn\u00e1-las normas reguladoras do contrato.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre essa escolha de leis nacionais para regulamenta\u00e7\u00e3o dos cons\u00f3rcios internacionais, <\/span><b>o artigo 3\u00b0 do Regulamento \u201cRoma I\u201d permite que os s\u00f3cios separem as normas do contrato e as sujeitem a diferentes legisla\u00e7\u00f5es<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, sem que a coer\u00eancia interna seja perdida. No entanto, <\/span><b>o artigo 3\u00b0 s\u00f3 se refere \u00e0s leis estatais, n\u00e3o aos costumes e pr\u00e1ticas comuns utilizados nos contratos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, <\/span><b>os membros do cons\u00f3rcio n\u00e3o poderiam, por exemplo, se utilizar de uma legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o estatal, como a Lex Mercatoria<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Moreno explica que este fato <\/span><b>n\u00e3o impede que o cons\u00f3rcio incorpore refer\u00eancias dessas leis nas suas cl\u00e1usulas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> contratuais, podendo usar de sua autonomia para tal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse processo de se escolher leis estatais para compor o quadro regulat\u00f3rio de um cons\u00f3rcio, <\/span><b>al\u00e9m de ser comum, \u00e9 bastante recomendado porque garante maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, <\/span><b>pode acontecer que alguns membros do cons\u00f3rcio n\u00e3o aceitem as leis propostas pelas outras partes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Quando isso acontece, <\/span><b>o artigo 4\u00b0 do Regulamento \u201cRoma I\u201d leva a legisla\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds onde o coordenador do cons\u00f3rcio reside<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, a menos que haja outra lei mais importante para a organiza\u00e7\u00e3o, <\/span><b>como a legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds onde a entidade financiadora ou coordenadora reside<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><b>Regulamento \u201cRoma I\u201d, em seu artigo 9\u00b0<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tamb\u00e9m direciona a regulamenta\u00e7\u00e3o de aspectos muito importantes de um cons\u00f3rcio, <\/span><b>como os direitos de propriedade intelectual <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">sobre os resultados dos projetos realizados, assim como sua explora\u00e7\u00e3o futura; a <\/span><b>regula\u00e7\u00e3o da livre concorr\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">; e as <\/span><b>regras administrativas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Cons\u00f3rcios corporativos<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para desenvolver e alcan\u00e7ar seus objetivos comuns, <\/span><b>o cons\u00f3rcio tamb\u00e9m pode assumir a forma de uma sociedade corporativa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Isto <\/span><b>provoca algumas mudan\u00e7as no regime de responsabilidade dos membros do cons\u00f3rcio e na forma como os resultados ser\u00e3o manejados, transmitidos e explorados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A forma\u00e7\u00e3o de uma sociedade <\/span><b>molda uma nova pessoa jur\u00eddica que \u00e9 independente dos membros do cons\u00f3rcio, mas contribui de forma igual no projeto desenvolvido<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Como essa nova forma de contrato tem ainda mais complexidade do que o cons\u00f3rcio em si, <\/span><b>a corpora\u00e7\u00e3o internacional formada exigir\u00e1 mais confian\u00e7a e experi\u00eancia das empresas membro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por meio da cria\u00e7\u00e3o de um cons\u00f3rcio corporativo, <\/span><b>os s\u00f3cios conseguem mais recursos para a concretiza\u00e7\u00e3o do seu objetivo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Essa sociedade tamb\u00e9m <\/span><b>permite que as empresas terceirizem servi\u00e7os<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> que n\u00e3o atuam diretamente no contrato do cons\u00f3rcio, al\u00e9m de possibilitar <\/span><b>separar as atividades de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o comercial dos resultados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, <\/span><b>o acordo corporativo possibilita a troca ou o cruzamento entre as a\u00e7\u00f5es dos s\u00f3cios<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> do cons\u00f3rcio. A forma\u00e7\u00e3o de sociedades \u00e9 bem vantajosa e pode ser formalizada por meio de qualquer uma das formas jur\u00eddicas societ\u00e1rias que a lei permite. Contudo, h\u00e1 tr\u00eas formas mais utilizadas para a composi\u00e7\u00e3o de sociedades: a cria\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o; um acordo joint venture; ou a funda\u00e7\u00e3o de um Grupo de Interesse Econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">As tr\u00eas sociedades mais comuns<\/span><\/h2>\n<p><b>A cria\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o geralmente ocorre porque j\u00e1 estava previsto nas licita\u00e7\u00f5es ou editais p\u00fablicos do cons\u00f3rcio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Dessa forma, <\/span><b>a associa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 regulada pela legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds onde a entidade financiadora reside<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O segundo tipo de sociedade mais comum \u00e9 a <\/span><b>joint venture<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tamb\u00e9m chamada de <\/span><b>sociedade an\u00f4nima<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ela \u00e9 formada <\/span><b>com base em um contrato regido pelo Regulamento \u201cRoma I\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e, por meio dessa corpora\u00e7\u00e3o, <\/span><b>h\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma terceira empresa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> cujos participantes s\u00e3o os diferentes s\u00f3cios do cons\u00f3rcio. Essa sociedade geralmente <\/span><b>tem sua pr\u00f3pria personalidade jur\u00eddica, mas suas atividades s\u00e3o regidas pelos membros do cons\u00f3rcio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00c9 muito importante que se decida a nacionalidade da corpora\u00e7\u00e3o joint venture <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">firmada, assim como outros aspectos contratuais que devem ser considerados como, por exemplo, <\/span><b>os termos em que se dar\u00e3o a constitui\u00e7\u00e3o, a dissolu\u00e7\u00e3o e a extin\u00e7\u00e3o da sociedade, al\u00e9m do or\u00e7amento dispon\u00edvel e os acordos de confidencialidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A terceira forma de corpora\u00e7\u00e3o \u00e9 o <\/span><b>Grupo de Interesse Econ\u00f4mico<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum quanto as outras modalidades, mas \u00e9 t\u00e3o importante quanto. Moreno explica que <\/span><b>quando essa uni\u00e3o ocorre entre empresas internacionais europeias, a corpora\u00e7\u00e3o se torna um Agrupamento Europeu de Interesse Econ\u00f4mico (AEIE)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma AEIE \u00e9 criada para tornar mais f\u00e1cil o desenvolvimento econ\u00f4mico dos associados e favorece a coopera\u00e7\u00e3o de diversas \u00e1reas no campo internacional, se comportando como os cons\u00f3rcios de exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Os cons\u00f3rcios e a uni\u00e3o de empresas internacionais<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cria\u00e7\u00e3o de um cons\u00f3rcio \u2013 seja ele contratual ou societ\u00e1rio \u2013 <strong>oferece muitos benef\u00edcios para as empresas participantes<\/strong>. No entanto, <strong>os riscos e obst\u00e1culos encontrados no caminho para a concretiza\u00e7\u00e3o de um acordo como esse s\u00e3o t\u00e3o grandes quanto a dimens\u00e3o internacional.<\/strong> Por conta disso, <strong>\u00e9 sempre recomend\u00e1vel se utilizar de aconselhamento jur\u00eddico<\/strong> e procurar empresas parceiras com experi\u00eancia na \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como vimos, <strong>a escolha da regulamenta\u00e7\u00e3o do acordo de cons\u00f3rcio<\/strong>, embora complexa, <strong>\u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o sucesso do empreendimento<\/strong>, principalmente no quesito resolu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escolha de se firmar um cons\u00f3rcio internacional de base corporativa \u00e9 uma decis\u00e3o t\u00e3o arriscada quanto, que demanda maior confian\u00e7a, seriedade, compromisso e experi\u00eancia dos s\u00f3cios.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Quer saber mais?<\/strong><\/h3>\n<p>Leia o artigo \u201c<b>Internacionalizaci\u00f3n de la Investigaci\u00f3n y Innovaci\u00f3n, Consorcios y Alianzas Estrat\u00e9gicas<\/b>\u201d, de\u00a0<b>Guillermo Palao Moreno<\/b>, na \u00edntegra, clicando\u00a0<a href=\"https:\/\/news.pcuv.es\/hubfs\/INTERNACIONALIZACIO%CC%81N%20INVESTIGACIO%CC%81N%20E%20INNOVACIO%CC%81N%20CONSORCIOS%20Y%20ALIANZAS%20ESTRAT-.pdf?__hstc=233546881.49d554065f82b632b6003e4e486fb413.1641496277472.1641496277472.1641496277472.1&amp;__hssc=233546881.2.1641496277472&amp;__hsfp=2768760274\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BLWfVdHrebI\"><span style=\"font-weight: 400;\" data-rich-links=\"{&quot;fple-t&quot;:&quot;XVII Seminario Internacional de Propiedad Intelectual y Sociedad de la Informaci\u00f3n - Mesa 2&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BLWfVdHrebI&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}\">XVII Seminario Internacional de Propiedad Intelectual y Sociedad de la Informaci\u00f3n &#8211; Mesa 2<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UG5dOUml6dc\"><span style=\"font-weight: 400;\" data-rich-links=\"{&quot;fple-t&quot;:&quot;Mesa 7 - Resolu\u00e7\u00e3o de conflitos de Propriedade Intelectual&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UG5dOUml6dc&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}\">Mesa 7 &#8211; Resolu\u00e7\u00e3o de conflitos de Propriedade Intelectual<\/span><\/a><\/p>\n<p>Leia outros artigos do Prof.Dr. Guillermo Palao Moreno, clicando <a href=\"https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/autor?codigo=176307\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Sobre o escritor<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Guillermo Palao Moreno \u00e9 catedr\u00e1tico de Direito Internacional da Universitat de Val\u00e8ncia \u2013 Espanha.\u00c9 membro do Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o I+D em Media\u00e7\u00e3o e Arbitragem (MedArb).\u00a0 \u00c9 Membro Associado da IACL\/AIDC (International Academy of Comparative Law) e Membro da AEPDIRI (<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Asociaci\u00f3n Espa\u00f1ola de Profesores de Derecho Internacional y Relaciones Internacionales). Moreno tamb\u00e9m \u00e9 membro dos Centros de Media\u00e7\u00e3o e Arbitragem da OMPI (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual) e da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio de Val\u00eancia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 imposs\u00edvel conceber o mundo de hoje sem pensar nas tecnologias, na ci\u00eancia e nas inova\u00e7\u00f5es. Estas atividades s\u00e3o vitais para a nossa sociedade e est\u00e3o cada vez mais vinculadas, de forma que institui\u00e7\u00f5es do mundo inteiro constantemente se unem para realizar grandes projetos.\u00a0 Essa uni\u00e3o muitas vezes se d\u00e1 por meio de cons\u00f3rcios internacionais. 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